Palácio de Mafra e Arinto Bucelas meio dia

90 Euros

 

Neste tour de enoturismo vamos conhecer o Palácio e Convento de Mafra (1) (38 kms a Norte de Lisboa), obra emblemática do Barroco português, mandado construir pelo rei absolutista D. João V, em 1713. É um monumento nacional considerado uma das Sete Maravilhas de Portugal. Depois, visitaremos a Aldeia Típica de José Franco (2), recriação duma aldeia saloia de antigamente, obra de grande valor etnográfico. Por fim, iremos a uma quinta produtora do célebre vinho branco seco de Bucelas (3), da casta Arinto, exportado para a corte de Inglaterra desde o século XVI. Além de conhecer a vinha enquanto desfruta duma paisagem magnífica, irá visitar a moderna adega. Aí aprenderá acerca do processo de fabrico e provará vários vinhos (4) acompanhados de iguarias tradicionais portuguesas.

 

1. No interior do Palácio e Convento de Mafra visitamos: a Basílica, a única no mundo com seis órgãos de tubos e dois carrilhões históricos de 98 sinos, e com a maior exposição de escultura barroca italiana fora de Itália; várias salas e quartos do Palácio, entre eles os quartos do rei e da raínha, uma colecção de pintura de mestres italianos e portugueses; o Hospital do Convento, com a sua farmácia e instrumentos cirúrgicos da época; e a Biblioteca, uma das mais importantes da Europa, com 36 mil livros do sec. XV-XIX, alguns deles raros. Projectado pelo arquitecto alemão Francisco Ludwig (Ludovice), todo o edifício ostenta um luxo que só foi possível devido ao ouro vindo do Brasil. Construído entre 1717 e 1730, nele trabalharam 52 mil homens só num ano e aplicaram-se materiais da região e do Brasil (madeiras exóticas). O relato da sua construção inspirou o escritor português e Prémio Nobel da Literatura José Saramago quando escreveu "O Memorial do Convento". O palácio foi despojado dos seus valores em 1807, quando a família real partiu para o Brasil devido às invasões francesas, levando as melhores mobílias e obras de arte. Foi depois ocupado pelas tropas francesas e britânicas durante a Guerra Peninsular. Os restantes reis portugueses viriam a usá-lo como residência de caça. Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento foi entregue ao Exército, sendo até hoje uma escola militar.

 

2. A Aldeia Típica de José Franco foi construída a partir de 1945, no Sobreiro, arredores de Mafra. Trata-se duma criação de José Franco, mestre escultor e oleiro. A intenção deste artista popular foi recriar uma aldeia saloia em tamanho natural, como um museu vivo, onde se mostram as habitações e as ocupações típicas do mundo rural de antigamente. Neste local podemos ver como era a casa do lavrador, a adega, a capela, a barbearia, a mercearia, a escola, o moinho e a azenha para moer os cereais, as oficinas do ferreiro, do carpinteiro, etc. No mesmo espaço está também a réplica em miniatura duma aldeia, bem como as célebres esculturas em barro do mestre Franco. Uma visita que faz as delícias das crianças mas também dos adultos.

 

3. Terminamos na Quinta da Murta, em Bucelas (25 kms a Norte de Lisboa), uma região demarcada por lei desde 1911, conhecida por produzir o vinho branco seco mais famoso de Portugal, da casta Arinto. Este vinho foi também conhecido como "Charneco" e "Lisbon Hock". Trata-se de um vinho classificado como VQPRD (Vinho de Qualidade Produzido em Região Demarcada). Sabe-se que foi aqui cultivado pelos romanos há mais de 2 mil anos e era muito apreciado na corte inglesa de Isabel I, tendo sido referido por Shakespeare na obra "Henrique VI" (1554). Foi mais tarde levado para a corte inglesa pelo Duque de Wellington, no séc XIX, no decorrer das invasões napoleónicas em Portugal. O príncipe regente Jorge III adorava este vinho, considerando até que tinha poderes medicinais. Também era presença obrigatória na adega do presidente dos EUA Thomas Jefersson, em 1800.

 

4. Após visitarmos a vinha e a adega, provaremos os vinhos, acompanhados de queijos e enchidos tradicionais portugueses. Além do vinho branco clássico, a Quinta da Murta produz espumantes brancos e tintos. Quanto ao terroir, a vinha está plantada num vale, a 250 metros de altitude, com boa exposição solar todo o ano. O solo é calcário e fértil em fósseis marinhos, o que contribui para o sabor fresco e mineral deste vinho. O Arinto de Bucelas apresenta no geral cor citrina, sabor intenso mas discreto de citrinos, maçã e frutos tropicais, com textura elegante e persistente. De preferência deve beber-se jovem.

 

Duração: 
5 horas
Deve levar: 
Sapatos confortáveis de sola aderente, roupa adequada à estação. No verão deve trazer óculos de sol, protetor solar e chapéu.
Condições: 
Preço por pessoa. Mínimo 2 pessoas ou valor de 2. Drop in/ drop off; carrinha com ar condicionado; entrada no palácio; prova de vinhos com snack típico português; garrafa de água; motorista/ guia em língua inglesa, francesa e portuguesa.
Fotos: 
Palácio Nacional de Mafra, Palácio de Mafra, José Paulo Ruas, DGPC; Palácio Nacional de Mafra, Sala do Trono, Henrique Ruas, DGPC; Rogério Sarzedo.
Mapa do percurso: