Arrábida e Moscatel de Setúbal meio dia

85 Euros

Neste tour de enoturismo pela Península de Setúbal sairemos de Lisboa pela Ponte 25 de Abril, rumo ao sul, até Vila Nogueira de Azeitão (1), em plena região do vinho Moscatel de Setúbal - vinho generoso que se exporta desde o século XIV. Visitaremos dois produtores de vinhos de mesa e do vinho Moscatel de Setúbal, incluindo do raríssimo Moscatel Roxo, do qual só se cultivam 20 hectares em todo o mundo. Um dos produtores representa a velha tradição vinícola famíliar, enquanto o outro (2)(3) representa a modernidade, aliada à arte e à história. Em ambos os casos ficaremos a conhecer o património histórico de cada um e as suas instalações. Provaremos bons vinhos acompanhados de especialidades locais: o célebre queijo e as gulosas tortas de Azeitão. Segue-se um passeio pela Serra da Arrábida (4), para admirar a paisagem de mar e serra, conhecer a fauna e flora locais, apreciar o velho casario do Convento da Arrábida e as vinhas (5) que se estendem das encostas até às suaves planícies da região.

1. Em Vila Nogueira de Azeitão vamos à Casa Museu José Maria da Fonseca, fundada em 1834, onde viveu o primeiro produtor português a vender vinho de mesa engarrafado. A sua fama também vem dos magníficos vinhos generosos Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo. Entre as várias relíquias expostas, podemos ver a primeira máquina engarrafadora e a célebre sala do "Torna Viagem" (um raro e precioso Moscatel de Setúbal que viajou de barco). Segue-se a visita ao jardim e às antigas adegas do séc. XIX, com centenas de tonéis de madeira. Ali estagiam os vinhos, exalando um suave odor adocicado sob um tecto de fungos. A visita a esta casa, cujo negócio do vinho vai na sétima geração, finaliza com uma prova: um vinho de mesa tinto e um Moscatel de Setúbal. Oportunidade para fazer compras na wine shop, onde pode encontrar o raro e elegante Moscatel Roxo de Setúbal.

2. Na mesma vila, iremos à mais bela quinta do século XV existente em Portugal: a Quinta e Palácio da Bacalhôa, que já pertenceu à Casa Real Portuguesa. No exterior apreciaremos o jardim e no interior a arquitectura, sobretudo as decorações com azulejos. A Quinta e Palácio da Bacalhôa pertencem à Fundação Berardo, liderada por uma família cujo patriarca é o Comendador José Berardo, produtor de vinhos das regiões de Setúbal, Alentejo, Estremadura e Bairrada. Segue-se a prova de vinhos de mesa e Moscatel, junto com pão, queijo e bolinhos regionais.

3. Ao domingo o Palácio da Bacalhôa encerra e visitaremos em seu lugar o Museu e a Adega da Bacalhôa. Trata-se dum moderno edifício onde estagiam os vinhos em pipas de carvalho, junto com inúmeras obras de arte de várias épocas. Aqui terá o privilégio de ver três importantes colecções da Fundação Berardo: O Azulejo Português do séc. XVI ao XXI; a exposição Out of África, de arte tribal africana, em homenagem a Nelson Mandela; e a exposição What a Wonderful World, com mobiliário e peças decorativas de Art Nouveau e Art Deco. A visita termina com a passagem pela wine shop, onde provará dois vinhos acompanhados de pão, queijo típico de Azeitão e os bolinhos Esses de Azeitão. No jardim poderá apreciar várias peças de arte moderna, bem como várias oliveiras com cerca de 2000 anos, que foram salvas das águas da barragem do Alqueva.

4. Antes do regresso daremos um passeio pelo Parque Nacional da Arrábida, para desfrutar da vista magnífica sobre o mar, as praias, as formações rochosas e a vegetação típica local. Nesta reserva biogenética de importância internacional poderá escutar o canto das aves ou até avistar a rara águia de Bonelli, apreciar as orquídeas e os narcisos selvagens entre a vegetação do típico maquis mediterrânico. Paramos no percurso para admirar o branco casario dum Convento do séc. XVI, onde viviam frades franciscanos em reclusão. Na descida contemplaremos os vinhedos da região, uns plantados no sopé da serra (solo calcário e argilo-calcário), protegidos do calor excessivo e do vento frio do Atlântico, outros na planície (solo argilo-arenoso). Em ambos os casos resultam vinhos de qualidade. O clima é temperado mediterrânico, pelo que as uvas amadurecem gradualmente.

5. A casta portuguesa tinta mais usada na região para vinhos de mesa é a Castelão, que adora solos arenosos. Nos brancos, usa-se a Moscatel de Setúbal, Fernão Pires, Arinto, Antão Vaz, Verdelho e Viosinho. Os tintos da região de Setúbal tendem a saber a frutos silvestres e especiarias, enquanto os brancos são mais florais. O sabor do generoso Moscatel de Setúbal jovem é suave e frutado fresco, com notas de flores de laranjeira, enquanto que o velho é mais meloso, com aromas fortes de frutos secos. O raro Moscatel Roxo tem um sabor mais fino e complexo de frutos. Quando jovem serve-se como aperitivo, quando velho (mais de 10 anos) junto com a sobremesa.

Possibilidade de almoçar na região e prolongar o dia com outras atividades como: Observar os golfinhos em catamarã (só na Primavera/Verão) ; Passear de canoa no parque natural (só na Primavera/Verão) ; Visitar o castelo de Palmela e os moinhos da Serra do Louro; Ida ao Cabo Espichel e Santuário de Nossa Senhora do Cabo.

Nota!!!!! Oferta de tarde na praia a quem fizer este tour pela manhã. Almoço não incluído.

 

Duração: 
Manhã, tarde ou dia inteiro
Deve levar: 
Sapatos confortáveis de sola aderente, roupa adequada à estação. No verão deve trazer óculos de sol, protetor solar e chapéu.
Condições: 
Preço por pessoa. Mínimo 2 pessoas. Drop in/ drop off (partidas da Ericeira + 10 euros); carrinha com ar condicionado; garrafa de água; provas de vinho e snacks; motorista/ guia em ingl., franc. e português. Almoço e atividades extra não incluídos.
Fotos: 
Rogério Sarzedo; Quinta da Bacalhôa.